
As vezes me sinto culpada por não escutar os problemas dos outros, ou as soluções... Por não distribuir sorrisos grátis quando acordo, ou em um dia inteiro... Por ter facilidade em cortar relações, principalmente as que se auto-construem... Por não ter respostas, ou por tê-las e não saber encaixa-las corretamente... Por querer decifrar qualquer mensagem perdida no olhar de um qualquer, ou no meu próprio olhar... Por tirar bom aproveito da solidão, ou por ela tirar de mim... Por ser inoperante e demorar dois dias pra fazer coisas em que pessoas normais fazem em dois minutos, ou nem fazem... Por ser folgada e levantar só quando algo me interessa, ou por esperar o interessante ser tão interessante, que chegará em mim mesmo eu sentada... Por não entender a língua dos matemáticos, ou por intendê-las, mas do meu jeito... Por me assustar com gente efusiva, ou simplesmente por achar ridículo! Como também acho ridículo qualquer tentativa forçada de amor. “Ta carente? Compra um urso!”
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