terça-feira, 8 de maio de 2012
Adulterado.
Certos erros acontecem e as consequências tomam posse do seu corpo e principalmente do seu pensamento. O seu tempo se auto-distribui dentro de uma bolha que isola qualquer mera tentativa de novos ares. Tudo fica preso dentro de você e rondando pela bolha. Não se tem pra onde correr e esforços de escapamento se tornam mínimos. Você, se torna mínimo. É como ser o imbecil que chutou o castelo de areia que demoraram 5 horas para erguer. Ser a chuva do piquenique. Ser a pipa enrolada nos fios de alta-tensão. Ser o pneu furado no meio da estrada para o final de semana na praia. A energia que acabou no dia do último capítulo da novela. Puta que pariu! Você tem razão. Talvez eu tenha me perdido de mim mesmo para me tornar um idiota, e se um dia você conseguir perdoar um idiota, ligue pra mim. Tá feito. O maldito leite derramado não volta para dentro do copo.
Verdade, quem sabe da próxima tudo seja mais produtivo e o meu lado (inteiro) que se tornou idiota não se sobre-saia. Porque eu sei que me tornei um, pra você, pra ela, inclusive pra mim mesmo. Sei também que cheguei a morrer pra você, e dizem que quando morremos perdemos 21 gramas, mas o engraçado é que sinto como se subtraíssem meu corpo inteiro desse mundo. Não estou aqui, mas ainda posso voltar se você disser que sim. E se disser que não, tudo bem, ficarei como as mocinhas nos filmes, ouvindo canções do Oasis e esperando o roteirista decidir se vão ser felizes para sempre ou se é melhor ela tratar de viajar com as amigas. Se sim ou se não, só quero comecar a viver minhas coisas fora dessa bolha (e talvez desse mundo).
[Abril, 2012]
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