terça-feira, 8 de maio de 2012

Vaivém.



Cinco minutos para meia-noite do dia cinzento. Meu café já esfriou e minha playlist preferida já não exerce a mesma função. O resto do mundo está sem graça e eu meu café gelado, também. Já passei 107 canais sentada nesse sofá com a cara de tédio que nasceu comigo e ficou. Porém não quero ficar presa nesse vácuo eterno de cinco minutos. Me liga faltando vinte segundos para meia-noite e me tira dessa rotina, mesmo não sabendo que conversa se tem essas horas. Ah, sei lá! Surge com uma proposta convincente que me faça ficar para escuta sem eu ter de achar tudo chato e bobagento e considerar os vinte segundos para meia-noite, um dia inteiro. Me prende a atenção. Diz que o meu filme independente que é dirigido pelo medo de dar errado, vai dar certo. Diz que conhece um lugar distante onde meus planos ridículos de melhora-contínua não precisarão me acompanhar. Diz que lá terá um desfile de cores e que a fila A inteira é minha. Diz...não diz nada! Os vinte segundos já se passaram e com isso levou o cinza do dia anterior e me deixou pronta para clarear o dia seguinte.

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